quinta-feira, 14 de maio de 2009



































Coisa Nossa


Solado grosso
que marca o chão.
Moço calado
viajante do Sertão.

Seu nome Zé
Pedo, Inaço ou João
e que conhece o cangaço
como a palma de sua mão.

Mão furada e acostumada
pelos espinhos da palma
pelos destinos da alma
Valentemente aventurada

Seu canto rôco, louco e não oco
atraem a boiada
atiça vaquejada
ecoando no cenário vivo-morto















Eu Água.


Livres e soltos são os açudes que não possuem paredes ou barreiras. Soltos e livres são esses, onde no seu leito ifinítas espécies de vidas se enrraizam-se no seu couro lamacento ou arenoso. Não importa se é de águas barrentas, cristalinas ou verdejadas e, tão pouco se são elas de gosto doce, salobra ou salgada. Açude que se preza, sonha em ser rio, correnteza e despejar-se no mar, lar de milhares seres. Felizardo é também aquele que navega nessas águas, tendo que ser muito cuidadoso, pois muitas delas não o leva a lugar nenhum, aliás leva sim, para passeios circulares, tempestades e até mesmo ao náufrago.