quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sinopse imaginária
Já fui selvagem,
mata sem dono.
hoje vivo num cruel abandono
onde a infâmia e corrupção me furtam o precioso sono.
Fui inédito.
Púbere, pude apreciar o inédito
ora fundido a libertinagem,
ora ao discreto.
Sou pedra preciosa.
Esculpido pelo tempo,
influenciado pelos ventos
providos de alma maliciosa.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Cenário Reluzente
As feridas de minha terra cicatrizam uma vez por ano. Em sua faze de carne viva, o sanativo não passa de lágrimas derramadas, regidas por um sentimento de preçe.
Os efeitos do castigante sol se estampa lentamente na face do sertanejo-Pele robusta, unhas grosseiras e sorriso encardido se perdem com a simplicidade e gratidão que alicerça esse homem, que muitas vezes forçado pelo destino, sem desatino, ele é obrigado a deixar sua terra. Más com todo este cenário alimentando suas lembranças, por vezes ignoradas pelo o homem ``civilizado´´, que para este se traduz em merda o modo de vida nordestino. Já o nordestinto, sabido de si mesmo, sabe muito bem que essa merda é o adubo de sua vida.

As feridas de minha terra cicatrizam uma vez por ano. Em sua faze de carne viva, o sanativo não passa de lágrimas derramadas, regidas por um sentimento de preçe.
Os efeitos do castigante sol se estampa lentamente na face do sertanejo-Pele robusta, unhas grosseiras e sorriso encardido se perdem com a simplicidade e gratidão que alicerça esse homem, que muitas vezes forçado pelo destino, sem desatino, ele é obrigado a deixar sua terra. Más com todo este cenário alimentando suas lembranças, por vezes ignoradas pelo o homem ``civilizado´´, que para este se traduz em merda o modo de vida nordestino. Já o nordestinto, sabido de si mesmo, sabe muito bem que essa merda é o adubo de sua vida.
sábado, 14 de fevereiro de 2009

A borboleta
A borboleta que em suas costas habita, era leve, igualmente ao balançar de suas medianas madeixas, constituída por cachos largos e esbeltos. A direção que ela tomava era provocante, pois mesmo de asas imóveis dava-se pra ver o trilho de sua jornada. Jornada essa que no meu ver acabava bem próximo de sua nuca. Sussurrante e ofegantemente ela fazia com que a tal hospedeira se revirasse, lentamente, ora numa banda, ora noutra. Movimentos sucedidos por suaves contrações.
A árvore da Vida
Plantas com o toque.
Regas com palavras.
Cresço sob o teu olhar
Colhes com a boca
e arrancas um fruto,
que sem furto, ficas louca.
E agora só me resta
frutos caídos,
frutos pisados,
frutos com bichos,
frutos amargos.
Frutos secos,
frutos sem cor,
frutas maduras,
maduras de amor.
Fruto, queira viver e apodrecer de maduro.
Lagartas que te consomem
vão embora no escuro.
Não se deixe arrancar,
dure preso ao caule,
caule canal.
Canal do conhecimento
que com toda sabedoria te prepara como cimento.
Plantas com o toque.
Regas com palavras.
Cresço sob o teu olhar
Colhes com a boca
e arrancas um fruto,

que sem furto, ficas louca.
E agora só me resta
frutos caídos,
frutos pisados,
frutos com bichos,
frutos amargos.
Frutos secos,
frutos sem cor,
frutas maduras,
maduras de amor.
Fruto, queira viver e apodrecer de maduro.
Lagartas que te consomem
vão embora no escuro.
Não se deixe arrancar,
dure preso ao caule,
caule canal.
Canal do conhecimento
que com toda sabedoria te prepara como cimento.

Quase um Lamento
Anciã e anciosa
atingiu-me de raspão.
Sendo pura e graciosa,
biliscou meu coração
Ligeiramente ela me veio,
como um trem movido á vapor.
A princípio, é claro, senti receio.
E mesmo que se parecesse devaneio,
tudo não passava de uma pequena amostra,
composta do seu verdadeiro sabor.
Aquela atração me balanlava.
Me tomava aos poucos.
Eu, platônicamente desejava-a,
e quando percebia a rapidez com que o tempo se passava
via no meu reflexo a imagem de um louco.
Louco de amor, louco que não provára o sabor.
Pois nesta experiência,
desfrutei sem condolência a tua ausência
que se fazia mucha
igualmente a de uma flor.
Olegário Marcos
síntese conterrânea

No ar seco do meu nordeste,
vejo a tanajura que voa.
Sinto o maracatu,que como trovão me ressoa.
Sob o apito do mestre,
me vejo caboclo, cabra da peste.
Cuspindo o tom rôco,
abertamente, feito um leque.
Para esse sertão meu Deus,
só lhe falta uma moldura.
Pois seu conteúdo varia do suor a rapadura.
O colorido do teu pano, realça teus costumes
que por eles morro de ciúmes.
E a pouca água que molha o seu plano
exala o perfume do povo pernambucano.
Olegário Marcos.
vejo a tanajura que voa.
Sinto o maracatu,que como trovão me ressoa.
Sob o apito do mestre,
me vejo caboclo, cabra da peste.
Cuspindo o tom rôco,
abertamente, feito um leque.
Para esse sertão meu Deus,
só lhe falta uma moldura.
Pois seu conteúdo varia do suor a rapadura.
O colorido do teu pano, realça teus costumes
que por eles morro de ciúmes.
E a pouca água que molha o seu plano
exala o perfume do povo pernambucano.
Olegário Marcos.
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