sábado, 14 de fevereiro de 2009

síntese conterrânea


No ar seco do meu nordeste,
vejo a tanajura que voa.
Sinto o maracatu,que como trovão me ressoa.

Sob o apito do mestre,
me vejo caboclo, cabra da peste.
Cuspindo o tom rôco,
abertamente, feito um leque.

Para esse sertão meu Deus,
só lhe falta uma moldura.
Pois seu conteúdo varia do suor a rapadura.

O colorido do teu pano, realça teus costumes
que por eles morro de ciúmes.
E a pouca água que molha o seu plano
exala o perfume do povo pernambucano.
Olegário Marcos.

3 comentários:

  1. EU SOFRO MUITO POR SER,
    UM SANTACRUZENSE AUSENTE.



    Nasci e fiquei por lá
    Até meus dezoito anos.
    Aí, Deus mudou meus planos
    E tive que me mudar.
    Fui para a Bahia estudar;
    E foi bom pra minha mente.
    Por isto, hoje sou gente
    E vou voltar pra te ver;
    Eu sofro muito por ser
    Um santacruzense ausente.
    .
    Viver longe da cidade,
    Do chão que me viu nascer,
    Na real, não sei porque,
    Da minha infelicidade.
    Hoje eu sinto saudade
    Das serestas que a gente,
    Feliz e muito contente,
    Fazia só pra você;
    Eu sofro muito por ser
    Um Santacruzense Ausente.

    Eu canto o amor que tenho
    Por minha terra natal.
    Dizem que é anormal ,
    As vezes até me contenho .
    Eu canto e rimo com empenho;
    Que quero é voltar urgente,
    Pra perto de minha gente,
    Só assim eu vou crescer;
    Eu sofro muito por ser
    Um santacruzense ausente.


    Manoel Rodrigues de Lima
    São Paulo – 05/12/2008

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  2. Parabéns pelo blog.
    Estava faltando um espaço onde o filho da terra, mesmo os ausentes, divulgassem sua arte.
    Um grande abraço.

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  3. que os relampeios e hotizontes sejam sempre tão belos como teus escritos.
    em parte,
    num todo,
    partes de um todo.
    que cantam e te fazem escrever.
    que respiram e logo, te inspiram.

    parebéns pelas alegorias.

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