sábado, 14 de fevereiro de 2009

A árvore da Vida

Plantas com o toque.
Regas com palavras.
Cresço sob o teu olhar
Colhes com a boca
e arrancas um fruto,
que sem furto, ficas louca.

E agora só me resta
frutos caídos,
frutos pisados,
frutos com bichos,
frutos amargos.
Frutos secos,
frutos sem cor,
frutas maduras,
maduras de amor.

Fruto, queira viver e apodrecer de maduro.
Lagartas que te consomem
vão embora no escuro.
Não se deixe arrancar,
dure preso ao caule,
caule canal.
Canal do conhecimento
que com toda sabedoria te prepara como cimento.

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